O termo “guitarra” designa um cordofone de seis cordas da família dos alaúdes, constituído por uma caixa de ressonância de madeira e um braço contendo trastos, subsistindo relatos de instrumentos semelhantes na Europa Ocidental desde o Renascimento. Nesse período a iconografia musical ibérica representou diversos modelos de guitarra e o seu repertório centrava-se em transcrições de obras vocais e de improvisações. A partir da segunda metade do século XVIII deram-se importantes transformações na morfologia do instrumento. Até então baseando-se em quatro ou cinco ordens de cordas duplas, a guitarra transformou-se num instrumento de seis cordas simples que circulou pelos salões aristocráticos e burgueses europeus. No século XIX o instrumento cristalizou-se na sua forma moderna, sobretudo devido à acção de construtores castelhanos e o seu repertório solista foi adquirindo proeminência tendo sido tremendamente expandido ao longo do século XX pela introdução de novas abordagens técnicas e expressivas à guitarra. Paralelamente, a guitarra foi um instrumento essencial no desenvolvimento de diversos géneros da popular music, sobretudo do jazz e do pop-rock.